quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Noção de consciência moral

Foto retirada da net


Consciência, no aspecto moral, é a capacidade que o homem tem de conhecer não apenas valores e mandamentos morais mas de aplicá-los em diferentes situações.
A consciência moral tem alguns pressupostos que são a consciência psicológica que tem dentro de si, o outro, a realidade, a transcendência e a si mesmo. A consciência moral supõe uma hierarquia de valores, e também uma finalidade do acto seja ele bom ou mau. Ela consiste na capacidade do ser humano observar a própria conduta e formular juízos sobre os actos passados, presentes e as intenções futuras. E depois de julgar, o homem tem condições de escolher, dentre as circunstâncias possíveis, seu próprio caminho na vida.
Consciência moral: -ratifica no intimo as normas que vêm de fora; -exerce a sua autonomia face aos actos e ao mundo.
Temos também a consciência social e pessoal que vem formar a consciência moral, dentro de uma tensão nas dimensões do ser humano.

"O Clube dos Poetas Mortos" - o Filme

Imagem retirada da net

O "Clube dos Poetas Mortos" é um filme que pode ser analisado de muitos pontos de vista: o da confiança é um deles. As aulas de um colégio interno vão começar. Os alunos acham a disciplina de literatura uma maçada. Mas, logo na primeira aula, o professor - novato no colégio - explica a matéria de um modo completamente diferente. Motiva os alunos. Obriga-os a falar, a intervir, a pensar e deixa-os correr riscos. Confia neles.
Ao longo do filme, vamos conhecendo melhor os alunos. Um deles tem um conflito com os pais. Não há confiança entre eles. O pai nunca deixou "espaço e tempo" para o seu filho e este nunca teve coragem e oportunidade para explicar ao pai os seus pontos de vista. No colégio, também há um paralelismo curioso, pois o professor novo não goza de grande confiança por parte do Director. Mal se falam. Os dias vão-se sucedendo. As aulas de Literatura decorrem a bom ritmo. A relação entre o professor e os alunos é excelente. A barreira professor / aluno vai sendo ultrapassada, mas alguns não conseguem deixar de pensar e de actuar segundo uma visão do tipo "superior/inferior ou chefe/subordinado". O professor vai dando mostras cada vez maiores de que confia nos seus alunos. Mas essas provas não são por vezes compreendidas. Para não quebrar a confiança, o professor evita aprofundar algumas questões. O diálogo falha. Deixa correr riscos desnecessários. Incentiva mas sem a segurança necessária. Às vezes desconfia que algo poderá não estar correcto… mas não fala directamente com os alunos e quando o faz, um deles mente. Há desconfiança. O desastre tinha de acontecer e acontece com estrondo. No final, perdem os alunos, o colégio e o professor. Há um relativo "happy end" pois são apresentadas as linhas de rumo e algumas resultaram. Mas são evidentes as falhas de um sistema onde sem confiança, nada é possível. Não é só saber escolher as pessoas certas. Trata-se de saber construir uma equipa. A confiança não se impõe, é reconhecida. A confiança não se conquista, ganha-se…

(Texto retirado de http://educacao.aaldeia.net/)


Ficha de Trabalho sobre o conceito de Pessoa



Imagem retirada da net


FICHA DE TRABALHO

Leia atentamente estes dois excertos extraídos da comunicação social:


TEXTO 1 –
“ Contínuo a ter saudades da minha mãe, em especial quando se aproxima o Dia da Mãe. (...)
Família, trabalho árduo, sacrifícios e colocar sempre os filhos antes de tudo e de todos, foram valores que a minha mãe me ensinou. Bem como ter uma atitude sempre positiva, mesmo nos piores momentos. Para ela, esses piores momentos incluíram o alcoolismo do meu padrasto, a morte de três maridos, a luta do meu irmão contra a droga e a sua própria luta contra o cancro. Em criança, via a minha mãe sair todos os dias para o trabalho, numa altura em que não era fácil ser-se mãe trabalhadora. Já em adulto, fiquei maravilhado quando vi a minha mãe mergulhar no mundo da política para me ajudar nas vitórias e nas derrotas, ao mesmo tempo que encorajava o meu irmão na sua carreira profissional e lhe prestava todo o apoio possível e imaginário, para que ele conseguisse resolver o seu problema com a droga. E assisti, com grande admiração, ao modo como ela ultrapassava as suas desilusões, sempre com humor e determinação, tirando partido de cada momento da vida, mesmo quando o cancro da mama nos privou da sua companhia, quando ela tinha 70 anos. (...)
Independentemente das adversidades que enfrentava, tentou sempre divertir-se e adorava ver as pessoas subir na vida. Nunca invejou o sucesso e a felicidade dos outros. Apenas queria o mesmo para ela e para os seus filhos. (...)
Este domingo, ao ver a minha filha e a minha mulher a conversar e a rir à mesa de jantar, ouço os ecos das minhas próprias conversas com a minha mãe. E sinto-me grato pelo amor da minha mãe. O espírito das nossas mães fica connosco para sempre. Feliz Dia da Mãe.”
Bill Clinton, Notícias Magazine

TEXTO 2 –
“ Sabe-se hoje que a vulgar expressão “meninos da rua” corresponde a um conjunto de características bem definidas. Essas crianças foram abandonadas por adultos durante mais ou menos tempo, tiveram alimentação insuficiente, falta de hábitos de higiene e falta de vigilância médica, muitas vezes recorrem à mendicidade e ao roubo para si próprias e para as famílias. Vivem em barracas ou na rua e rapidamente mergulham em actividades ilícitas (droga, prostituição). Não exprimem emoção e raramente se queixam.
De quem é a culpa? É melhor pensarmos que somos todos responsáveis. Os pais não tiveram condições para exercer a função parental. Sabe-se através de investigações detalhadas de psicossociólogos que a pobreza é decisiva para a génese deste problema. (...)
A verdade é que, quando não há casa nem pão, é difícil haver estímulos positivos para que a auto-estima destas crianças não desça vertiginosamente.
É, pois, necessário, não continuar a proceder como se estas coisas só se passassem “lá fora” (que é um país que não conheço). Estão bem aqui ao pé da porta, nas periferias de Lisboa, Amadora, Setúbal e Porto. Para que não as esqueçamos.
E, senhores políticos, não acham isto mais importante que a regionalização?”
Daniel Sampaio ,Notícias Magazine

A partir deles redija uma composição na qual exprima, fundamentado-o, o seu ponto de vista sobre este tema: A educação, os valores e a pessoa.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Pessoa

Salvador Dali


"De todo o homem que atingiu a idade da razão se deve esperar que tenha considerado, reconhecido e cumprido os mandamentos e rejeitado o que é proibido. É-lhe exigido que responda pelo seu comportamento e que aceite as suas consequências. A fuga à responsabilidade é o mais claro indício de falência da maturidade moral. Só pela aceitação nos libertaremos, só pela participação responsável na vida do Estado nos tornaremos cidadãos; só pela da responsabilidade pelas nossas acções nos tornaremos pessoas."
F. Heinemann

1. Tendo presente o texto, diga o que entende por responsabilidade.
2. Comente a importância que desempenha a responsabilidade na formação do conceito de pessoa.

Exercício II

A noção de pessoa envolve as mais dignas características do ser humano, que o tornam um ser supremo, fonte e critério de toda as valorações que possamos efectuar. Complete o quadro seguinte utilizando os seguintes conceitos: abertura ao outro, interioridade, singularidade, unidade, projecto/possibilidade, autonomia.


Cada ser humano é uma essência Individual. O que faz de cada um de nós um ser único, irrepetível e insubstituível.

Cada ser humano é um micro cosmos, um centro de decisão, uma totalidade concreta, uma unidade psicológica e moral.

O ser humano é o centro de decisão e de acção, já que revela ser o princípio e a causa do seu agir.

O ser humano é efectivamente capaz de se autodeterminar.

Cada ser humano possui um campo, que é a consciência, que se traduz numa local de reserva e de intimidade que é inacessível e inviolável.

Só somos verdadeiramente pessoas na relação que estabelecemos com os outros. O ser humano caracteriza-se pela sua singularidade, unidade e autonomia.

Nós não nascemos pessoas. Ser pessoa não é algo de adquirido, é uma das possibilidades que cada sujeito deve realizar.
(Retirado do site Netprof)

sábado, 24 de janeiro de 2009

GLOSSÁRIO KANTIANO



A PRIORI – independente da experiência, ou seja, não deriva ou procede dela.

BOA VONTADE – é uma vontade cujas decisões são boas em si mesmas. Opõe-se à vontade útil, aquelas cujas decisões só valem como meios para a realização de determinado fim A vontade boa é aquela que quer praticar boas acções, em virtude do valor intrínseco que atribui a essas acções. Agir bem é agir por dever. A boa vontade age desinteressadamente, de acordo com o dever.
LEI MORAL – é uma lei que se apresenta sob a forma de imperativo categórico. Não prescreve que se realize este ou aquele fim nem os meios a utilizar para a realização de uma finalidade. A lei moral exige que a vontade ao escolher a máxima da sua acção possa pretender que essa máxima valha para a vontade de todo e qualquer ser racional. O que eu escolho como princípio da minha acção.

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

O que é a moral?


«A moral diz respeito à acções praticadas por hábito e aos costumes em geral, o que privilegia o lado pelo qual a acção é ainda exterior ao sujeito; esta exterioridade reenvia então para a lei e a regra.
A conformidade com a lei domina, mas, ao mesmo tempo, a lei é considerada com a cristalização do hábito. Em sentido oposto, a ética analisa a dimensão pessoal da acção, mostrando o modo como o agir surge da própria interioridade da pessoa que age. Já não é a conformidade com a lei que é a primeira na consideração ética, mas a fidelidade ao centro pessoal do qual a acção emana. Segundo uma outra abordagem ligeiramente diferente, a moral considera o agir na sua relação com a lei (…) ao passo que a ética trata do fundamento da moral.»
I. Renaud e M. Renaud, Moral

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Moral e ética

Foto retirada de http://olhares.aeiou.pt

«A moral diz respeito à acções praticadas por hábito e aos costumes em geral, o que privilegia o lado pelo qual a acção é ainda exterior ao sujeito; esta exterioridade reenvia então para a lei e a regra.
A conformidade com a lei domina, mas, ao mesmo tempo, a lei é considerada com a cristalização do hábito. Em sentido oposto, a ética analisa a dimensão pessoal da acção, mostrando o modo como o agir surge da própria interioridade da pessoa que age. Já não é a conformidade com a lei que é a primeira na consideração ética, mas a fidelidade ao centro pessoal do qual a acção emana. Segundo uma outra abordagem ligeiramente diferente, a moral considera o agir na sua relação com a lei (…) ao passo que a ética trata do fundamento da moral.» I. Renaud e M. Renaud, Moral

1. Tendo presente a frase sublinhada estabeleça a diferença entre moral e ética.